Por uma internet em tempo giusto

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Na hora em que o McDonald`s contrata um chef especializado em slow-food e as suas lojas passam a vender água de coco e saladas, e no Japão começa a aparecer a geração fureeta, que acredita que não é preciso trabalhar até se matar, é de se perguntar se o “slow movement” não está aos poucos ganhando espaço, de forma quase imperceptível.

Em seu livro Devagar (352 páginas/Editora Record), o jornalista canadense Carl Honoré diz que o “slow movement” não é panfletário. Pelo contrário, é algo que acontece aos poucos, de forma discreta. De minuto em minuto, as pessoas vão questionar o porquê de fazer tudo rápido. Rapidez sempre quer dizer eficiência? Produtividade? Quantidade é igual a qualidade e relevância?

Honoré escreveu o seu livro em 2004 e começou a pesquisa para produzi-lo um pouco antes. De lá para cá, bastante coisa aconteceu.

De novidade, o Twitter e a tal da “internet em tempo real” ajudaram a dar uma nova vida ao “slow movement“. Quase sempre quando o homem se fascina pela velocidade surge uma reação.

Dos profissionais mais recentes, John Freeman, autor do livro A Tirania do email; Arianna Huffington, fundadora do portal Huffington Post, que, a cada dia, busca equilibrar análise com “notícias em tempo real”; e o pesquisador de mídia Ethan Zuckerman, da Universidade de Harvard, começaram a questionar o porquê do fascínio pela velocidade na área da comunicação.

O pesquisador Dan Gillmor também comentou sobre o assunto. Mas fez uma análise apressada. Em uma espécie de maniqueísmo jornalistas versus leitores, dá a entender que o culto à velocidade no jornalismo existe simplesmente devido à busca dos profissionais por competitividade.

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Honoré mostra que, ao contrário, o fascínio pela velocidade existe em razão de motivos bem mais complexos.

Vem da própria maneira como pensamos sobre o tempo. Nas tradições filosóficas chinesas, por exemplo, o tempo é visto de forma cíclica. Na tradição ocidental, ao contrário, o tempo é visto de forma linear, como algo que vai de A a B. É finito.

Casado com isso vem a própria necessidade do homem de medir e fracionar com precisão a passagem do tempo – minutos, segundos e milisegundos. Desde a invenção do quadrante solar egípcio de 1.500 a.C. até a invenção do relógio mecânico no século XVIII, a própria sobrevivência humana era um dos principais estímulos para medir o tempo.

O tempo era utilizado para saber quando plantar e colher. E com quanto mais precisão o homem medisse o tempo, melhor. A busca pela precisão na medição do tempo virou questão de Estado.

Meio contraditório, mas quanto mais o homem tenta controlar e entender o tempo, mais ele fica refém.

Neste sentido, o relógio é a tecnologia que melhor simboliza essa tentativa do homem de entender e medir o tempo. E o fascínio pela velocidade é mais um daqueles efeitos a longo prazo proporcionados por uma tecnologia, mas que foi subestimado em sua devida época por especialistas .

Na época da invenção do relógio mecânico, especialistas exaltavam e conseguiam ver apenas benefícios (iguais às discussões sobre os efeitos da internet hoje em dia). O homem será mais eficiente, terá mais tempo para fazer outras coisas. Mas ninguém imaginou que, como efeito colateral, o relógio criaria esse vício em velocidade, que perdura até hoje.

Outros autores vão mais longe e acreditam que o fascínio do homem pela velocidade é algo transcendental. Corremos para fugir da morte. A velocidade, no caso, com o estímulo sensorial que provoca, seria uma forma de distração, para fugir da “consciência de mortalidade”.

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A própria leitura de Devagar, que está em sua 5ª edição no Brasil, ajudou a corroborar a minha teoria de que as ideias do “slow movement” estão ganhando espaço.

Honoré cita duas coisas que vão ao encontro. Uma delas, as gerações mais novas estão lendo mais, estão sabendo equilibrar melhor. Cita o fenômeno de leitura de Harry Potter, livro em média com 700 páginas. J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, mostrou que ler é uma coisa legal.

E outra – em relação às gerações anteriores, a atual vê o trabalho de forma diferente.

Quando conversei com a Carol Bensimon aqui, no blog, comentei sobre isso. Um dos aspectos que a nossa geração tem de bom é isso, saber equilibrar melhor lazer, vida familiar e trabalho.

O que, às vezes, deixa de cabelo em pé os setores de Recursos Humanos (RH). Pessoas largam “grandes empregos” para ganhar menos, mas ter mais tempo para lazer ou trabalhar com o que gosta. Ou ainda ter o seu próprio negócio, ser o patrão de si mesmo e assim potencialmente conseguir controlar melhor o… tempo.

Honoré é bem cético em relação a tecnologias que prometem economizar tempo. Na verdade, são as pessoas e a nossa noção de tempo que devem mudar antes de tudo.

Cita o caso do email. Uma de suas propostas era economizar tempo. Mas a facilidade de uso do email levou ao abuso (basta apertar um botão e enviar a mensagem). O resultado final é um montão de mensagens em nossa caixa postal todos os dias e que consome mais ainda o nosso escasso tempo.

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E é nesse tópico – escassez de tempo – que está uma falta evidente no livro de Honoré. Não falar sobre o quanto o tempo virou quase uma moeda hoje em dia. Conscientemente ou não, as pessoas estão percebendo que o seu tempo tem valor, está virando moeda.

Pagamos mais caro na hora de comprar um ingresso para não ter que ficar tanto tempo em filas. Pessoas pagam para baixar música na loja iTunes para não terem que perder tempo procurando por uma música na web. Utilizamos o Google para não ter que ficar perguntando a esmo por uma infomação. Ou seja, em parte, utilizamos o Google para economizar tempo.

Por outro lado, achei interessante o jornalista mostrar que o “slow movement” está bem longe de ser um movimento de autoajuda, new age ou ludista. Menos ainda, ligado a “pessoas alternativas” ou à preguiça. Na realidade é sobre equilíbrio, encontrar o tempo correto para cada coisa.

Cada coisa tem seu tempo. Algumas devem ser rápidas. Outras mais lentas. O problema é que, na maioria das vezes, estamos fazendo tudo rápido.

Carl Honoré atravessou diversos países para fazer a sua pesquisa sobre o “slow movement“, que começou enquanto ele ainda era colaborador do jornal canadense National Post. O jornalista fala sobre o movimento em diversas áreas  – gastronomia, educação, relacionamentos, sexo.

Segundo o seu estudo, o “slow movement” nasceu na Itália, nos anos 80. Por ironia, no mesmo país onde antes foi lançado o Manifesto Futurista, que exaltava a “beleza da velocidade”.

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Sobre a vertente mais nova do “slow movement“, o “slow news movement“, é interessante notar que, depois da medicina, a área de jornalismo talvez seja a que mais vive em conflito com o tempo.

Na medicina, velocidade é crucial. Um paciente ferido a bala, por exemplo, precisa ser tratado o mais rápido possível. Segundos se tornam muito importantes.

Mas, ao mesmo tempo, mais rápido nem sempre quer dizer melhor, principalmente em tratamentos. Não é à toa que a medicina alternativa ganha espaço.

No jornalismo, velocidade também é primordial. Não é sem motivos que os produtos do jornalismo têm nomes ligados à questão do tempo. Jornal Hoje, Jornal Zero Hora, 60 minutes.

Ter prazos é bom. Faz o trabalho ficar mais focado. Em seu último livro, Vida de Escritor, o jornalista Gay Talesse mostra que a falta de prazo faz você perder o foco. Mas, por outro lado, a velocidade faz cair a qualidade principalmente em relação à checagem de informações.

E no caso do jornalismo, “slow news movement” não tem nada a ver com fazer todas as reportagens lentas, mas em buscar o tempo certo. Será que todos os assuntos pedem uma produção rápida, liveblogging? Será que um evento como o TedxSP é para ficar tuitando que nem um doido ou mais adequado para depois escrever um post, uma matéria bem trabalhada com várias conexões?

É esse tipo de questão que o “slow movement” propõe. Cada assunto pede uma velocidade.

Não é fazer tudo rápido nem tudo lento. É o equilíbrio. Buscar o tempo giusto para cada coisa.

Parte do livro Devagar está disponível no Google Books.

Veja também:
Eles estão cada vez mais desconectados

Crédito das fotos: KatyKaite, Viernest, The After Shock, Kewei e reprodução.

Frase da semana

“Eu nunca usei o Twitter”

Surpresa para alguns, confirmação para outros, exemplo da importância atual dos “ghost writers“, Barack Obama afirmou nesta semana que não utiliza o Twitter, mas é um defensor da ferramenta.

Veja também:
O que mais aproxima cidadãos de governantes na web?

Quem fez o vídeo do Google Chrome OS?

Google Chrome OS, sistema operacional da Google voltado para netbooks, foi anunciando hoje.

No anúncio de lançamento, quem está chamando a atenção não é somente o sistema, mas quem criou o vídeo de apresentação do Google Chrome OS.

É simples, bem feito e didático e está sendo “retuitado” sem parar.

O responsável é o estúdio Epipheo (de epifania + vídeo), fundado por um cinegrafista e um publicitário, de Washington, nos EUA, em maio deste ano.

A empresa produziu antes para a Google o vídeo explicativo sobre o Google Wave.

O trabalho é bem parecido ao do pessoal do Common Craft e não deixa de ser um bom exemplo de como usar vídeos e gráficos para falar de um assunto técnico de forma atraente.

Será que algum site de notícias já pensou em fazer algo parecido para explicar assuntos complexos?

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Desligue o computador e vá sair com os amigos

O que senti falta no YouTube Direct

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A Google anunciou nesta semana o lançamento oficial do YouTube Direct, interface que faz uma ponte entre grupos de mídia e os chamados “cidadãos jornalistas”. O YouTube, naturalmente, já faz essa ligação. Mas o Direct busca fazer isso de forma mais estruturada.

A ideia não é nova. O site francês Citizenside já desenvolve isso há algum tempo. E o site de vídeos Videolog aqui, no Brasil, já fez algo parecido em campanhas publicitárias em que o usuário podia enviar vídeos. Mas em se tratando de Google, é novidade.

O YouTube Direct, na realidade, funciona como uma API, faz uma intermediação entre esses usuários que querem enviar material e os sites de mídia (opa, quem falou que os intermediários morreram?).

Permite que as empresas tenham uma interface (imagem acima) onde possam moderar os vídeos enviados. Além disso, não existe a necessidade do usuário fazer mais um cadastro, ele pode enviar o vídeo utilizando a conta do YouTube no site que estiver utilizando o YouTube Direct.

Sei que o chamado “jornalismo cidadão” está ligado mais a uma economia não monetária, mas não deixei de sentir falta de um sistema de pagamentos. A Google poderia ter aproveitado para experimentar alguma funcionalidade que facilitasse o pagamento de “cidadãos jornalistas”.

Alguns players de mídia, como a ABCNews e o Washington Post, estão experimentando o YouTube Direct. No entanto, parece ser uma solução voltada mais para pequenas empresas de mídia e/ou que não têm condições de ter uma infra-estrutura para receber e publicar material enviado pela audiência.

O Direct, por exemplo, permite apenas o envio de vídeo. Ou seja, a empresa terá que ter uma outra plataforma para receber áudio e fotos. Não há possibilidade de backup, algo importante para grandes empresas que, por questões jurídicas, precisam ter uma cópia de segurança do que colocam no ar.

Enfim, a priori, parece que a Google fez o YouTube Direct se focando mais nas pequenas empresas, setor no qual as soluções da Google têm tradicionalmente uma grande aceitação.

O que não tira a sua validade, claro.

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YouTube dá aulas de jornalismo

O homem é uma máquina

Ao longo dos anos, várias metáforas são utilizadas para explicar o funcionamento do corpo humano. Uma das mais comuns é a comparação do corpo humano com tecnologias contemporâneas.

Quem nunca ouviu alguma comparação de partes do corpo humano com partes de um computador?

Metáforas deste tipo foram muito usadas pelo artista e médico alemão Fritz Kahn, nos anos 20.

O vídeo abaixo mostra como as tecnologias em voga na época eram utilizadas para explicar o funcionamento do corpo humano.

Semelhante à epoca atual, os anos 20 foram uma época de mudanças promovidas pela tecnologia (alto índice de industrialização) e nada mais natural do que comparar o corpo humano a uma máquina.

A animação foi feita pelo designer Henning Lederer, conterrâneo do médico. É uma versão animada de um pôster de Kahn de 1927.

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Por um mundo com menos fios

Brincando com a “morte dos jornais”

Mais no começo do ano, a gente viu um estilista convidado do USAToday, que produziu um vestido de jornal. E agora mais um artista resolveu brincar/utilizar como tema a “morte dos jornais impressos”.

Jason Eppink é um novaiorquino que teve a ideia de reutilizar aquelas máquinas/caixas de vender/distribuir jornais, comuns nos EUA e que estão sendo crescentemente desativadas por jornais que vêm encerrando as suas atividades ou diminuindo a distribuição da versão impressa.

Em sua intervenção Print After Party, Eppink transforma cada máquina/caixa em uma “festa”, com luzes, globo e tudo. Segue abaixo o vídeo da intervenção.

Veja também:
Tecnologias para curar a escassez de atenção na mídia impressa

Twitter vs caixas de comentários

Caixa de comentários

Saiu uma pesquisa que ratifica algo que eu havia comentado por aqui. As pessoas estão fugindo das caixas de comentários em blogs.

Segundo estudo feito pelo serviço PostRank, nos últimos 3 anos, o número de comentários em blogs vem caindo. Um número crescente de pessoas tem preferido fazer comentários sobre o conteúdo de um blog em outros ambientes – como Twitter e plataformas de redes sociais.

Pelo visto, outro efeito do crescimento do Twitter e das plataformas de redes sociais é mudar um pouco a forma como as pessoas interagem com os blogs.

Não é sem motivos que começam a surgir ferramentas para trazer esses comentários de volta às caixas de comentários. O WordPress tem um plugin, o Tweetbacks, que traz os comentários a respeito de um post feitos no Twitter para a caixa de comentários de um blog.

E vale lembrar que, desde setembro, o Huffington Post passou a utilizar o Twitter como uma espécie de 2ª caixa de comentários para o seu portal.

Veja também:
Blogueiros “não-profissionais” estão blogando menos ainda

Unfriend é a palavra do ano

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Unfriend (remover alguém de sua lista de contatos em uma rede social) foi eleita a palavra do ano pelo Dicionário Oxford.

O que chamou a minha atenção é que a lista de possíveis palavras para 2009 está repleta de outros termos ligados à internet, como hashtag, netbook e freemium.

Vale destacar que, em 2008, o Dicionário Merriam-Webster oficializou termos considerados “geeks”.

Veja também:
w00t! Expressão usada por gamers é eleita a palavra do ano

Crédito da foto: Café Press.

O que mais gostei no TEDxSP

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Neste final de semana, estive na primeira edição da conferência TEDxSP. Maratona de mais de 30 palestras, apresentações de 5 a 15 minutos (a meu ver o tempo ideal para qualquer palestra) sobre temas que iam de biologia a educação, passando, claro, por tecnologia e mídia.

O formato é importado. O TED, na verdade, surgiu em 1.984, nos EUA.

Em relação à diversidade de temas, lembra bastante a POP!Tech.

A apresentação da Fernanda Viégas foi bem conectada com algumas coisas que venho abordando aqui, no blog – transparência e mesclagem de dados, APIs, novas narrativas.

A pesquisadora da IBM e do MIT mostrou que a atual “revolução da informação” faz surgir a necessidade de tradutores para entender esse excesso de informações resultante dela.

Um desses tradutores é a visualização de dados, que ela definiu como um “óculos especial” para enxergar nuances que antes não eram visíveis.

Dentro dessa ideia, Viégas mostrou o site que codesenvolveu em 2007, o Many Eyes, onde qualquer pessoa pode criar os seus próprios infográficos a partir de dados externos.

O Many Eyes é o “motor” utilizado pelo NYTimes no VizLab para desenvolver alguns dos infográficos da versão digital do jornal, tão comentados e elogiados aqui, no Brasil.

Gostei também da apresentação do Fabio Barbosa, presidente do Banco Santander. Ele não usou esse termo, mas falou sobre algo que acho bem importante na administração, que é a “teoria da janela quebrada“. É preciso resolver os problemas enquanto ainda são pequenos.

Acredito que seja um conceito que se aplica muito bem não somente na administração pública, mas também na privada (gestão de plataformas de redes sociais, por exemplo).

Bug em um sistema? Conserte o mais rápido possível.

Em tempos de Twitter e blog, em que todo mundo gosta de levantar bandeiras e mostrar opinião sobre tudo, Barbosa fez o contraponto ao falar que uma atitude vale mais do que mil discursos e bravatas.

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O engenheiro Osvaldo Stella, por sua vez, no finalzinho de sua apresentação, fez uma ótima ligação entre digitalização de conteúdos e a preservação ambiental. O MP3 é a melhor coisa para o meio ambiente, segundo ele. Acabou com os CDs e desmaterializou a música.

É interessante, pois quando se fala de digitalização, quase sempre o lado da queda de custo é abordado, mas pouco sobre o efeito ecológico do digital.

Citando números do crescimento das LAN Houses no Brasil, Ronaldo Lemos, da FGV e Creative Commons, levantou a questão da apropriação das tecnologias nas periferias do Brasil, o que me fez lembrar a questão do autodidatismo. Você aprender por necessidade e conta própria.

Com a palestra de Lemos, ficou mais claro ainda para mim que apropriação de tecnologias e autodidatismo são duas coisas que andam juntas. Não somente hoje, ou no Brasil, mas quase sempre na história e em outros países foi assim.

Outro ponto interessante foi o lançamento do Vote na web, site que simula uma votação, onde você também pode votar nos mesmos tópicos dos políticos. Essa simulação serve para que, no final, você possa confrontar os seus votos com os dos deputados e, a partir disso, descobrir com quais você tem mais afinidade política. Ideia que foi levantada durante o 1º Transparência Hack Day.

Achei o evento meio ufanista em alguns momentos, o que o tornou um pouco cansativo. Em parte, efeito colateral do tema central, “O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?”.

Quando terminou o TEDxSP, eu saí com uma opinião sobre o evento, mas depois percebi que ainda era cedo para ter uma avaliação final e definitiva. O TEDxSP, na realidade, ainda não terminou.

Saberemos a sua validade somente daqui a algum tempo, pois, diferente de alguns eventos, o TEDxSP não é um ponto de chegada, mas de partida para ações.

Veja também:
O que aconteceu no 1º Transparência HackDay

Crédito da foto: (2) Alexandre Fugita

Zero Hora cria cargo de “editora de mídias sociais”

Seguido do Estadão aqui, no Brasil, o jornal Zero Hora, do Grupo RBS, criou o cargo de “editora de mídias sociais“. A jornalista Barbara Nickel assumiu o cargo.

NYTimes e Guardian criaram funções semelhantes no início do ano.

Veja também:
As pessoas pagam por papel

Frase da semana

“Qual a vantagem de ter alguém ocasionalmente nos visitando porque gostou de uma manchete vista no Google? Preferimos ter menos visitantes, mas que paguem pelo conteúdo”.

Rupert Murdoch que, nesta semana, comprou briga com a Google.

Enquanto a ideia de que jornais devem abrir o seu conteúdo é quase consenso, uma vez mais, o empresário mantém a sua posição de ser o “cara de fora“.

Veja também:
Murdoch para leigos

Pixar é a Disney de quem já nasceu digital

Pixar Studios

Certa vez, quando a Pixar mudou de endereço, um computador foi quebrado na marreta, no último dia, no antigo escritório. Como se fosse um ritual de passagem.

Se a gente olhar de forma isolada, quebrar computadores na marreta é apenas mais uma das excentricidades da Pixar, empresa de animação por trás de sucessos como Wall-E e Toy Story. Porém, num contexto maior, esse “ritual de passagem” diz muito sobre a empresa. Para a Pixar, computadores sempre foram computadores. Apenas uma ferramenta de trabalho.

É fácil perceber que empresas e projetos de animação por computador vão e voltam, mas a Pixar é uma das poucas que se mantém perene. Parte do seu segredo, que a cada dia é menos secreto, está em aplicar os conceitos de Disney à animação feita por computador.

Uma animação não tem nada a ver com aparência ou transmitir movimentos, mas emoção. “Não são os olhos, mas o olhar. Não são os lábios, mas o sorriso”, diria John Lasseter, cofundador da Pixar, em certa ocasião, em meados de 1994.

O negócio da Pixar é contar histórias. A animação por computador, no caso, é apenas o meio.

Quem nunca assistiu a algum filme de animação sem graça, mas que tecnicamente era impecável?

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A história da Pixar sempre foi uma combinação de perfis às vezes conflitantes. Uma empresa que conseguiu unir debaixo do mesmo teto geeks, hippies e mórmons, pessoas com personalidades e trajetórias de vidas diferentes. Em essência, a Pixar é formada por esses três perfis de pessoas.

Seus pais são o cientista Edwin Catmull, mórmon, homem comedido e religioso, e John Lasseter, atual diretor de arte da Pixar, expansivo, perfil de artista e nada religioso. O contraponto de Catmull.

Aliás, pouca gente sabe, mas existe influência religiosa na Pixar. A EVE, do premiado filme Wall-E, por exemplo, tem influência do Velho Testamento. Ela seria a pomba da Arca de Noé, enviada para encontrar o pouco de vegetação que provaria que a Terra poderia ser habitada outra vez.

Nisso tudo, ainda há a figura do pragmático Steve Jobs, primeiro comprador (mecenas) da Pixar. Na época da compra, em 1986, a Pixar era apenas um setor de efeitos especiais da Lucas Film, de George Lucas. E Jobs a comprou e manteve o seu papel de mecenas por anos.

Quem ficou fuçando durante um ano todos esses detalhes foi o jornalista David A .Price, colaborador do Wall Street Journal e da Forbes, que lançou recentemente no Brasil o livro A Magia da Pixar (304 páginas/Editora Elsevier). Price toca nesses detalhes em seu livro, mas vai além.

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Na realidade, mostra o quanto inovar demora anos. Na área de mídia, muito se fala atualmente da inovação no NYTimes, sobre trabalhar com bancos de dados amigáveis. Às vezes, passa a impressão de que o jornal começou a inovar recentemente por causa da queda de receita com publicidade.

Mas, na verdade, o jornal vem trabalhando nisto desde os anos 80. Por aí você nota desde quando o NYTimes vê as notícias como dados. Atualmente, ter banco de dados amigáveis é consequência dessa visão que começou há anos. Não é algo que começou há 2 ou 5 anos.

A história da Pixar ratifica isso. Começou com uma tese acadêmica que virou empresa de hardware, software, produtora de animações para filmes publicitários até finalmente cair na produção de longas metragens de animação. E hoje é uma empresa satélite da Disney (a Disney comprou a Pixar em 2006). Ou seja, a inovação da Pixar teve um longo período de maturação.

monstrossa02Mesmo os concorrentes são frutos da própria Pixar. A Dreamworks, responsável pela série Shrek, foi criada por Jeffrey Katzenberg, que se desentendeu com a Disney. Katzenberg teve um papel crucial na história da Pixar. Foi ele quem pressionou a Disney para fechar um acordo de filmes com a Pixar. Portanto, para a empresa de animação, a Dreamworks é um concorrente criado em casa.

A Magia da Pixar é também sobre a história da digitalização, mas do ponto de vista da área de animacão. Mostra o quanto a digitalização barateou os custos de produção, armazenamento e transporte no setor de animação, além de criar uma cultura em torno disso.

Neste sentido, não é descabido afirmar que o MP3 está para a música, assim como a Pixar está para a animação em células. Além de filmes, ao desenvolver APIs e softwares de animação (Renderman, por exemplo), a própria Pixar criou acessibilidade de ferramentas. Ou seja, abriu espaço para que hoje um animador com espírito empreendedor não dependa tanto dos grandes estúdios.

Em geral, Price se dá bem em seu livro, supera To Infinity and Beyond, de 2007, espécie de autobiografia da Pixar. É bem difícil adotar um olhar mais crítico sobre empresas como a Disney ou a Pixar. Normalmente, são empresas que estão ligadas a um imaginário infantil, o que as fazem ter um alto índice de aprovação. Não é à toa que, em pesquisas de opinião, normalmente apresentam um alto índice de confiança do público.

pixar_livrocapaA Disney resolveu comprar a Pixar justamente a partir do momento em que, entre as famílias, a empresa tinha um nível de aprovação alto, maior até que o da Disney. Enfim, a Pixar, com sua sequência de filmes – Toy Story, Procurando Nemo e Monstros S.A. -  tornou-se a Disney da geração atual.

Mesmo com esses detalhes, o livro de Price tem algumas lacunas. É detalhista demais na parte tecnológica (computadores e softwares), o que o torna um pouco cansativo. O jornalista cita muitos termos técnicos e conceitos muito específicos para a área de animação. Às vezes, parece que Price está falando apenas para animadores.

Outro detalhe é o parco trabalho de pesquisa de arquivo. O livro é acompanhado de poucas fotos e reproduções de arquivos, que, em geral, são comuns neste tipo de livro. As poucas fotos que ilustram o livro são de press releases, com pouco valor histórico, que nada acrescentam.

Quem sai perdendo no livro de Price é Steve Jobs. Jobs é retratado como um homem sem visão (na parte de animação), distante, egoísta e apenas interessado no retorno a curto prazo na Pixar. O livro é até um pouco que parcial neste aspecto.

Em meados de 1994, amargurando dívidas, quase que Jobs vende a Pixar para a Microsoft. Isso ainda durante o processo de produção de Toy Story. Para o cofundador da Apple, o futuro da Pixar não era produzir filmes, mas ser uma empresa de software de animação (realmente a Pixar ainda produz software, o pacote Renderman, mas é apenas uma parte pequena de seus negócios).

As negociações com a Microsoft chegaram a avançar, mas Jobs voltou atrás.  Preferiu licenciar várias patentes para a empresa cofundada por Bill Gates.

Renderman

Quem sai ganhando na história toda, por sua vez, é John Lasseter, atual diretor de criação da Pixar, retratado como um gênio da animação, mentor do sucesso da Pixar. Um gestor que conseguiu por anos manter um dos principais ativos da Pixar, os seus animadores.

Além disso, fez o que ninguém havia feito – aplicar os princípios da Disney à animação por computador. Princípios estes que ele aprendeu durante o tempo que trabalhou na Disney como animador antes de ser demitido.

E é nessa ligação de Lasseter com a Disney onde está o ponto da trajetória da Pixar que mais chamou a minha atenção. Antes de ler A Magia da Pixar, no começo do ano, li a biografia de Walt Disney, escrita por Neal Gabler. Um calhamaço de 944 páginas, porém atualmente é o melhor registro da vida do criador da Disney.

Livro que termina de uma forma um pouco melancólica, pois mostra que, em 1966, Walt Disney morreu sem ver o seu grande sonho, que era a animação ganhar o status de filme sério (na época, animação era apenas coisa de criança e ainda menosprezada por críticos).

Não dá para negar que, em Wall-E e Up, Lasseter realizou o sonho de seu mentor. Fornecer maturidade para a animação. Hoje longas-metragens de animação estão páreo a páreo com filmes com atores reais.

É quase impossível pensar em animação sem fazer a ligação com os filmes da Pixar. Imagina para essa geração que a conheceu no iTunes, no p2p e no iPod. A reboque de sua empresa mãe, a Pixar foi uma das primeiras a disponibilizar o seu conteúdo na loja da Apple.

Não é à toa que a Pixar é a Disney de quem já nasceu digital.

Veja também:
Histórias escondidas nas buscas

Crédito da foto: Tom. Arthur

Futuro sem teclado, mas com “realidade aumentada”

Celular para projetar filmes, “realidade aumentada” para encontrar amigos na balada, gadgets sem teclado (apenas com o toque de mão), reconhecimento de face e sincronização de plataformas.

Idealizado pela Nokia, esse é o futuro dos celulares em 2015. Segue abaixo.

São aqueles vídeos conceituais que, de tempos em tempos, empresas de tecnologia publicam e que mostram como elas veem o futuro. Em maio, a Microsoft havia divulgado vídeo parecido, seguida da própria Nokia que mostrou como seria um suposto futuro para a “realidade aumentada”.

via @HuffPostTech

Veja também:
Como seria atualmente a chegada do homem à Lua

Somos viciados em eletricidade

Pós-apagão, vale republicar esse post de 2008 (Na verdade, somos viciados em eletricidade), sobre o livro Universo Elétrico, do historiador David Bodanis, que começa de forma bem realista.

Na verdade, antes de tudo, somos viciados em eletricidade, somos extremamente dependentes da eletricidade. No caso da falta dela, “o isolamento se intensificaria. A internet e todos os emails logo deixariam de operar; em seguida, as linhas telefônicas [...] a fome se instalaria primeiro nas cidades asiáticas densamente povoadas, especialmente em virtude da falta de refrigeração dos depósitos de alimentos [...] poucos teriam chances de sobreviver.”

Além do quanto a eletricidade é uma tecnologia revolucionária, para mim, ontem foi a comprovação de que o rádio continua firme e forte.

Chegou uma hora em que o sinal da operadora do meu celular começou a falhar, aí nada de acessar sites de jornais ou o Twitter, mas o rádio continuou lá, sem problemas.

Veja também:
Tremedeira na web em abril de 2008

Minha opinião sobre a Declaração de Hamburgo

Vestido de jornal

No Twitter, algumas pessoas estão pedindo a minha opinião sobre a Declaração de Hamburgo, que foi ratificada por alguns jornais brasileiros em reunião da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), neste final de semana.

Estadão, O Globo e Folha de S. Paulo declararam apoio ao documento.

A aplicação da Declaração é pertinente, pois pode afetar quem usa agregadores de conteúdo (Google e Yahoo News). Ou seja, parte dos leitores deste blog.

Antes de tudo, vale deixar claro que achei positivo o encontro da SIP, por reafirmar que o jornalismo de qualidade custa caro e por trazer à tona os crescentes ataques contra a imprensa na região (vide Venezuela, mais novo integrante da lista de países que agridem a liberdade de expressão).

A questão polêmica está na Declaração de Hamburgo, criada em julho e que afirma que a internet é uma grande oportunidade para o jornalismo. Porém, assume posicionamento contrário aos agregadores de conteúdo. Neste sentido, o documento levanta a questão de propriedade intelectual.

Apesar de redirecionarem tráfego para os sites de notícias, esses agregadores deveriam também compartilhar receita com jornais, segundo foi levantado no encontro da SIP.

Já comentei aqui, no blog, que ir contra o surgimento dos agregadores é como ir contra a lei da gravidade. Os buscadores de notícias fazem parte do processo natural da web.

Google News, Yahoo News, Mahalo são resultado direto da escassez de tempo e da abundância de conteúdo. O principal atrativo desses agregadores é a facilidade, são como filtros. Eles ajudam o leitor a encontrar a informação necessária de forma mais rápida e precisa.

O que eles oferecem, na verdade, não são notícias, mas facilidade, tempo, usabilidade e personalização (dependendo de como você os utiliza).

Se você fechar um agregador, vão surgir outros.

Por outro lado, a Declaração de Hamburgo defende a cobrança por conteúdo, o que não é errado. O problema é sobre o que cobrar. Dificilmente as pessoas vão pagar por algo que é abundante.

O documento e o encontro da SIP ressaltam ainda que o jornalismo de qualidade custa caro, o que eu concordo.

Internet nem sempre é economia. Jornalismo (ou produção de conteúdo) de qualidade tem um custo em qualquer plataforma. Se você quer fazer um jornalismo de qualidade na internet, vai precisar de uma equipe multimídia, bons jornalistas, infografistas, desenvolvedores.

Enfim, quem quer investir para valer no digital vai ter custo.

A Declaração também afirma que acesso livre à web não significa acesso sem custos.

Mas quem falou que tudo é de graça na internet? Alguém sempre paga a conta da internet, seja o conteúdo gratuito subsidiado por publicidade, 5% dos usuários pagantes que pagam os gastos dos 95% não pagantes, serviços gratuitos como isca para vender produtos pagos.

Mesmo num blog gratuito, o leitor paga de forma não monetária ao ceder tempo e atenção para lê-lo. Coisas até hoje escassas e que estão se tornando quase moedas.

Resumindo tudo. Em relação à Declaração de Hamburgo, meu medo é que a indústria de jornais caia no mesmo erro da indústria de música. Trate desafios do presente simplesmente como um problema jurídico, sobre propriedade intelectual. Enquanto que a questão é mais sobre modelos de negócios.

Veja também:
Grandes redirecionadores de tráfego

Crédito da foto: Slyadev

Autora de “YouTube e a Revolução Digital” vem ao Brasil

Jean BurgessOutro dia, em “O que o YouTube está matando“, comentei sobre o livro “YouTube e a Revolução Digital“, recém-lançado no Brasil.

A novidade é que Jean Burgess (@jeanburgess), pesquisadora da Universidade de Queensland e coautora do livro, estará no Brasil para participar do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital, que acontecerá entres os dias 18 e 21 de novembro, na cidade de São Paulo.

Entre outros convidados, participarão do evento – David Sasaki, da organização Global Voices Online, e Jaime King, diretor de Steal This Film (Roube este filme), documentário sobre o impacto da tecnologia p2p no compartilhamento de arquivos na Suécia.

Detalhes e inscrições para o seminário estão aqui.

iPhone + livro = PhoneBook

É apenas um conceito, mas não deixa de ser interessante.

Mistura de tecnologia análoga com digital. Ideia de designers japoneses.

via @nickbilton

Veja também:
Culpa da internet: venda de livros está aumentando

5 anos de navegação alternativa

Firefox 5 anos

Em 9 de novembro de 2004, há exatos 5 anos, foi lançada a versão 1.0 do navegador Firefox.

Apenas um mês após o lançamento, em dezembro de 2004, foi publicado o histórico anúncio de duas páginas no New York Times, com nomes de quase 10.000 usuários iniciantes do navegador.

Porém, é no boca a boca na internet que o Firefox conquista novos usuários.

Em entrevista para a seção de negócios do USAToday, no dia do lançamento da versão 1.0, Blake Ross (codesenvolvedor do Firefox), na época com 19 anos, já demonstrava acreditar na capacidade de cada usuário se tornar naturalmente um “agente publicitário” do navegador.

Hoje o Firefox está em sua versão 3.5.5 e, após o Internet Explorer, é o navegador mais popular.

O vídeo comemorativo completo dos 5 anos do Firefox está aqui.

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Estadão cria cargo de “editor de mídias sociais” e lista no Twitter

Estadão blog foto

Com base no premiado Big Picture, tema deste blog por diversas vezes e idealizado por Alan Taylor, desenvolvedor do site do Boston Globe, o Estadão lançou o Olhar sobre o mundo, blog que publica somente fotos em tamanho grande, em 950px.

Entre os primeiros posts, uma seleção de fotos sobre a recente guerra nos morros do Rio de Janeiro, além de outra sobre a cidade de São Paulo antes do projeto “Cidade Limpa”, que retirou a publicidade de vários pontos públicos da cidade.

Rodrigo Martins - perfil no Twitter

Outra novidade é o Rodrigo Martins, ex-repórter do caderno Link, que assumiu o cargo de “editor de mídias sociais” do Estadão.

No início do ano, NYTimes e Guardian criaram cargos semelhantes.

Entre as novidades mais recentes, foi criada uma lista com os jornalistas do Estadão que utilizam o Twitter. O HootSuite, client bem completo para o serviço de microblogging, usado pelo TMZ e o portal Huffington Post, também passou a ser utilizado pelo site do jornal.

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Frase da semana

“O destino do jornalismo não está nas mãos das instituições. Está nas mãos dos empreendedores”.

Jeff Jarvis, jornalista e autor do livro O que a Google faria?, contra a ideia de governos subsidiarem empresas de jornalismo em crise. Segundo Jarvis, o futuro estará nas mãos de pessoas que enxergarem oportunidades e não crise no momento atual.